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25 de março de 2018

Um dia no centro histórico de Santa Marta

Santa Marta • COL

Chegamos em Santa Marta logo cedo e sentimos o alívio de ter a pele tocada pelo sol depois de alguns dias sofríveis no frio da capital colombiana. Nós ficamos tão felizes que a primeira coisa que fizemos ao chegar no hostel foi tomar um banho gelado e colocar roupas mais leves, deixando para trás as jaquetas e calças grossas com que chegamos na cidade.

Quando saímos para explorá-la não passava das dez da manhã, então passeamos muito tranquilamente. Ainda contamos com a grande vantagem de termos nos hospedado num hostel muito bem localizado, no meio do centro histórico e próximo à orla local, o que nos permitiu conhecer muitos pontos diferentes apenas caminhando.

Santa Marta • COL

Foi ali que tivemos o nosso primeiro contato com o Mar do Caribe, então mesmo que a cidade não fosse a mais famosa do litoral colombiano, conseguiu ser memorável de muitas maneiras para nós, começando a partir daí.

Sua orla não tinha muita estrutura turística, mas a água do mar cumpria seu papel de impressionar, com um azul ainda mais azul e uma calmaria fora do normal. Isso tudo somado aos barquinhos atracados em sua extensão e algumas tendas de artesanato local nos arredores me trouxeram uma sensação de familiaridade muito grande.

Santa Marta • COL

Depois de tantos dias longe do mar, lembrei de Maceió de uma maneira muito visual e percebi que não tinha pensado muito sobre a minha cidade até aquele momento. Pode até parecer estranho, mas senti uma paz muito grande no coração depois dessa percepção. Afinal, eu não estava com saudades de casa porque eu me sentia em casa.

Melhor ainda foi perceber que isso pouco tinha a ver com o lugar em si. Tive a sensação de que eu estaria bem onde quer que eu fosse porque eu me sentia bem comigo mesma e esse foi o melhor sentimento que pude experimentar em um bom tempo.

Santa Marta • COL

Nosso objetivo desembarcando em Santa Marta era mesmo visitar o Parque Tayrona, uma reserva natural muito famosa onde acamparíamos no dia seguinte, então ficamos meio dispersas no dia em que chegamos, mas isso acabou sendo uma coisa muito boa, porque ficamos livres para fazer o que quiséssemos, sem pressa e sem preocupações, apenas andando pelas ruas bonitinhas e coloridas da cidade.

Como eu comentei, não tinha muito o que fazer perto do mar, então nosso passatempo preferido foi nos perder pelo miolo do centro histórico mesmo. Em alguns momentos, não fazíamos ideia de onde estávamos, se perto do hostel ou não, apenas íamos virando as ruelas a medida que fossemos encontrando lugares mais atraentes e interessantes, e foi assim que nos deparamos com o Parque de los Novios.

Acredito que ele seja o ponto central da região, onde se concentram alguns órgãos públicos da cidade, uma igrejinha e diversos bancos de madeira que provavelmente dão nome ao parque, já que, além de famílias, amigos e crianças, também haviam muitos casais espalhados por ali, conversando e aproveitando as sombras das árvores naquele dia quente.

Santa Marta • COL

Me lembro como se fosse ontem que foi ali, em plena onze da manhã, que eu e a Lê decidimos procurar um lugar para almoçar, mortas de fome desde que chegamos de Bogotá e sustentadas apenas por um iogurte com aveia às cinco da manhã. E me lembro ainda mais claramente o quão difícil foi encontrar um restaurante aberto e acessível.

De todas as ruas que passamos, nenhum lugar específico chamou nossa atenção e olhe que nós estávamos realmente interessadas. O pior foi que decidimos procurar um lugar apenas quando não aguentávamos mais andar e quando a fome estava nos consumindo, uma ideia não muito boa como vocês podem ver.

Santa Marta • COL

Foi então que surgiu uma luz no fim do túnel - literalmente, apenas observem essas ruazinhas - e encontramos um restaurante delicioso que nos custou apenas 16.000 COP. Sua entrada era simples e estava completamente vazia, mas perguntamos pelo menu do dia e resolvemos ficar.

Uma dica valiosa para qualquer pessoa viajando na Colômbia é perguntar isso, porque todos os restaurantes aderem a filosofia de adotar um prato principal para custar mais barato naquele dia e o tal menu ainda inclui bebida, caldo e, às vezes, até uma sobremesa. (Sim, eles tomam caldo antes do prato principal mesmo que faça o maior calor do mundo.)

Santa Marta, COL

Nesse restaurante específico, me senti ainda mais satisfeita, porque o prato estava uma delícia e havia uma área aberta muito aconchegante nos fundos do restaurante. Uma pena que eu não lembre do nome dele para recomendar! Mas se vocês estiverem passando por Santa Marta qualquer dia e verem algo parecido com a foto acima, já sabem.

Foi lá que eu e a Lê descobrimos uma bebida ma-ra-vi-lho-sa chamada água de panela, que eles fazem com rapadura, derretendo alguns pedaços na água e servindo o resultado com muito gelo e limão. Cara, como aquilo era bom.

A moça que estava nos servindo amou o nosso interesse e começou a nos explicar como fazia. Antes de irmos embora, ainda nos presenteou com alguns pedacinhos de rapadura, sério. Ela foi muito atenciosa e estou enviando ondinhas mentais de agradecimento só de lembrar - mesmo que nós não tenhamos tido chance de fazer a receita depois.

Praia de Taganga, Santa Marta • COL

Depois desse momento incrível que foi o de comer, resolvemos voltar para o hostel e perguntar o que mais podíamos fazer por ali durante a tarde, já que o centro histórico fora superado. A recepcionista então nos indicou a Praia de Taganga e foi para lá que nós fomos, após um breve percurso de ônibus. Era tudo muito próximo e fácil de encontrar, nos informando com as pessoas que passavam pelo nosso caminho.

Eu só achei engraçado o fato de ela estar completamente lotada de turistas, ao contrário da praia localizada em frente ao centro histórico, mesmo o mar desta última sendo bem mais bonito. Mas vai entender, né?

Eu e a Lê relaxamos por um bom tempo e ainda comemos umas frutas antes de irmos embora. Resistimos o máximo que conseguimos aos ambulantes da costa colombiana, que conseguem ser ainda mais acalorados, fazendo de tudo para chamar atenção de possíveis clientes.

Só no meio da tarde voltamos para o centro histórico, ainda andamos umas oito quadras atrás de um supermercado: o que a gente não fez para economizar nessa viagem, eu não sei. Rolou uma feirinha de sobrevivência para o camping marcado para o dia seguinte e só com tudo certinho decidimos voltar para o hostel novamente, para fazer uns sanduíches.

Santa Marta • COL

Escrevendo agora sobre tudo que fizemos durante esse dia em que chegamos, parece até que ele não teve fim, porque fizemos tudo com tanta calma e ainda assim tivemos tanto tempo para curtir cada momento. Esquisito, né? Mas de uma forma muito boa.

Santa Marta • COL

Só voltamos a caminhar pelo centro histórico à noite e essa foi uma experiência totalmente diferente. A cidade parecia ainda mais linda e viva. Nos sentamos num bar que tocava um rock suave e eu pedi minha já tradicional cuba libre. Uma programação tão tranquila, mas tão gostosa que fiquei com a sensação de que tudo estava como tinha que estar.

Foi esse turno que fez a cidade se consagrar como uma das minhas preferidas, porque passei momentos muito bons ao lado de pessoas que deixaram lembranças mais do que positivas na minha vida. A Lê já dispensa apresentações, mas também estavam conosco a partir do fim da tarde a Paty - uma brasileira que se hospedou no mesmo hostel que a gente tanto em Bogotá quanto em Santa Marta - e o Filipe, um cara lá do Espírito Santo que encontramos fazendo mochilão naquelas bandas.

Viramos a noite conversando, escutando músicas boas e trocando ideias sobre a vida. Isso me fez imaginar como cada escolha que eu fiz - viajar para aquele país, conhecer aquela cidade, me hospedar naquele lugar, naquele exato dia - me trouxe até aquele momento, olhando as estrelas diretamente do terraço do Mango Tree Hostel em companhia de pessoas incríveis, me sentindo compreendida pra caramba e mais em paz do que jamais estive até ali.


♡


Mango Tree Hostel
Cl. 12 #438, Santa Marta, Magdalena, Colômbia

* Para reservar e conhecer melhor o hostel é só clicar no link acima. Você não paga nenhum valor a mais por isso e ajuda o blog a continuar produzindo conteúdo, através de uma pequena comissão. (Mas só estou recomendando porque gostei de verdade, tá bom? ♡)

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Escrito por: Unknown


 
22 de janeiro de 2018

Feira de pulgas de Usaquén, Parque Simón Bolívar e peripécias pela zona T

Parque de la 93, Bogotá • COL
✨ vinte e cinco de dezembro de dois mil e dezesseis

Imaginem duas pessoas perdidas, sonolentas e de corpo dolorido, éramos eu e a Lê na manhã de natal daquele ano. A gente se olhava com expressões tão desoladas, ainda no quarto do hostel, que dava até vontade de rir de repente. Acordamos um pouco mais tarde, para descansar melhor, mas descemos a tempo de tomar café da manhã e decidir o que fazer.

A noite fora longa e nossa viagem estava sendo muito intensa até ali, mas nós queríamos tornar nosso dia produtivo e conhecer melhor a cidade, então resolvemos caminhar pelo bairro em que estávamos, uma opção mais light para esse dia meio estranho, em que não sabíamos o que estaria aberto ou não.

Parque de la 93, Bogotá • COL

Nossos amigos do hostel resolveram conhecer a candelaria, que foi nosso primeiro programinha na cidade, então acabamos nos separando deles por alguns momentos. Éramos só eu, a Lê, algumas folhinhas voando pelo ar e um ou outro carro passando na rua. A cidade parecia adormecida.

Mas isso não foi um problema, ainda mais porque nos deparamos com várias ruas fofas e conhecemos a badalada zona T - famosa pelos bares, restaurantes e lojas chiquetosas - na maior tranquilidade, quando a maioria dos locais estavam fechados. Ela ganha esse nome pelo formato que a área tem, fechadas para carros em todas as três extremidades.

Parque de la 93, Bogotá • COL

Continuamos caminhando por um tempo e chegamos até o parque de la 93, um lugar super bonitinho que eu vi em algum cantinho dessa internet e que conseguimos conhecer graças às indicações do pessoal do hostel - mais uma vez.

Ainda que simples, achei esse um lugar encantador em Bogotá para perceber um pouco do cotidiano dos moradores, passeando com seus cachorrinhos, comendo algo pelo gramado, lendo ou se reunindo para conversar nos arredores.

Eu e a Lê dividimos um saco de batatinhas - nossa principal refeição enquanto viajamos, sim senhores - e relaxamos lá por um tempo, curtindo o ambiente. Uma das coisas que eu mais amava na nossa amizade repentina era a facilidade que tínhamos em nos adaptar aos locais e aproveitar cada momentinho, como se eles fossem incríveis à sua maneira. ♡

Parque de la 93, Bogotá • COL

Um detalhe que, pra mim, fez toda diferença, foram as mesinhas coloridas espalhadas ao redor de uma banca de livros, onde, aparentemente, você pode escolher algum para ler ou algo do tipo. Ela estava fechada, o que é totalmente compreensível para uma manhã de natal, mas achei aquilo muito adorável e fiquei imaginando como seria legal morar ali por perto.

Eu amo que tanto em Medellín quanto em Bogotá eu tenha encontrado cantinhos de incentivo à leitura. Eles só as fizeram subir no meu conceito.

Parque de la 93, Bogotá • COL

Continuamos nosso passeio até um ponto de ônibus mais afastado, onde a Natália - recepcionista do nosso hostel - nos disse que poderíamos pegar um até o mercado de pulgas de usaquén, um lugar em que vendem todo tipo de coisas antigas e interessantes, sempre aos domingos, mesmo em época de festas.

Como aquele era um domingo, a coincidência nos pareceu até um sinal para conhecermos mais um lugar legal na cidade antes de irmos. O que não pareceu um sinal foi percebermos que nosso cartão do transporte público da cidade estava zerado e que não havia um posto de atendimento próximo para colocarmos créditos.

Ainda tentamos entrar na linha de ônibus que nos levaria até usaquén, mas o motorista - muito gentilmente, se é que isso é mesmo possível diante das condições - não nos deixou passar, nem mesmo pagando em dinheiro.


Escrito por: Unknown


 
18 de janeiro de 2018

Meu natal em Bogotá e a Republica Hostel

República Hostel Bogotá, Bogotá • COL

Oi, gente! Estou muito em falta com os posts da Colômbia, eu sei. Já faz mais de um ano que voltei de lá e eu ainda tenho muito conteúdo para mostrar, mas vou continuar persistindo, porque quero registrar de alguma forma momentos bem legais que eu vivi e dicas que podem ser de grande ajuda para quem vai visitar o país. Espero que ninguém aí esteja cansado de mim!

Hoje eu quero falar um pouquinho sobre meu primeiro natal fora de casa, no ano de dois mil e dezesseis, e sobre o hostel maravilhoso que eu e a Lê tivemos a sorte de encontrar para a nossa passagem por Bogotá, duas coisas que estão muito ligadas para mim.

Primeiro, saibam que o hostel é muito bonito visualmente, bem localizado, os funcionários foram prestativos com a gente e a cereja do bolo é que ele bem baratinho mesmo. A gente gastou cerca de quarenta reais por noite, cada uma. Na moeda local, 35.000 COP.

Para vocês terem uma noção, esse foi o menor valor que gastamos em hospedagem durante toda a viagem - chegamos a gastar até 100.000 COP num hostel em Cartagena - e foi o lugar que eu mais gostei, ainda que cada local que a gente tenha ficado tenha algo a seu favor.

República Hostel Bogotá, Bogotá • COL

Além do visual minimalista que me deixou apaixonada e que vocês podem conferir em algumas fotos que vou espalhar pelo post (gostaria de ter tirado mais!), os funcionários da Republica Hostel Bogotá provavelmente foram os principais responsáveis por eu ter ficado com uma impressão tão boa de lá.

Acho que nunca falei tanto o nome de uma pessoa num curto período de tempo como eu falei o do Álvaro, recepcionista durante boa parte das vezes que eu e a Lê passamos pela entrada do hostel. Ele foi a razão de termos conseguido chegar em absolutamente todos os lugares que queríamos durante nossa estadia gastando pouco, desenhando mapas com trocas de linhas de ônibus, pontos de referências, baldeações, entre outras coisas que precisássemos. A Natália também nos ajudava muito. Ela costumava ficar no turno da noite, quando geralmente estávamos pensando no que faríamos no dia seguinte.

Tudo bem que eles podem nem trabalhar mais lá agora, mas se o hostel manteve o padrão, eles estão muito bem de pessoal. ♡

República Hostel Bogotá, Bogotá • COL

A área do café da manhã é super aconchegante - a da primeira foto do post! - e nós ficamos ali por várias noites depois que voltávamos dos nossos passeios, só para descansar e conversar com o pessoal.

Apesar do hostel contar com um bar, ele não teve nenhum movimento durante o tempo em que ficamos e a impressão que eu tive foi que eu não poderia ter encontrado lugar mais tranquilo! Tudo que eu poderia querer depois de vários dias batendo perna por aí.

O café da manhã em si é super organizado e gostoso. Você pode escolher entre duas opções que eles disponibilizam no menu do dia e assinar o seu nome ao lado com a opção correspondente, que eles vão te servir logo logo. Diante do frio da cidade, foi lá que eu comecei a tomar bastante café. A primeira opção sempre tem alguma fruta, ovos, bolinhos, pães e geleias. Já a segunda é mais light, com algum tipo de yogurt, mas já dá para ficar satisfeito. Eles foram gentis o suficiente para servir a mim e a Lê em plena cinco da manhã no nosso último dia de hospedagem, porque tínhamos que pegar um avião para Santa Marta logo cedo.

República Hostel Bogotá, Bogotá • COL

O meu quarto e o da Lê era para ser compartilhado entre seis pessoas, como é comum nesse tipo de hospedaria, mas quando chegamos só tinha uma pessoa junto da gente, o que facilitou bastante a dormida, ainda mais porque ele virou nosso amigo e sempre saíamos juntos. Apenas nos últimos dias dividimos o quarto - e o banheiro, tristemente - com outras pessoas, mas já estávamos praticamente de saída. Além disso, chegaram dois brasileiros, então não tinha como nos sentirmos deslocadas.

As acomodações são quentinhas, o que faz muita diferença por causa do clima frio da cidade. O único ponto negativo foi que só desvendamos o mistério do chuveiro elétrico no último dia da nossa passagem por lá! A água era tão quente que chegava a queimar a pele e ficava toda espalhada. Então, quando o Jazz - nosso amigo do qual falei - praticamente arrancou algo de lá e fez ele funcionar direito, lamentamos que já estávamos indo, porque era a única coisa que faltava para ficar perfeito.

Outra coisa legal é que ele fica numa área muito privilegiada da cidade, próxima da Zona T, onde existem diversos restaurantes, bares, lojas e parques conhecidos. Saímos andando várias vezes por lá e achamos tudo muito prático.

Se você planeja visitar Bogotá, anota aí que esse é lugar muito aconchegante e recomendado por mim! ♡ Juro que ninguém está me pagando nada para fazer publi. Queria eu, viu?

meu natal de dois mil e dezesseis ✨

Íamos passar a noite de natal lá mesmo, porque não fazíamos ideia do que estaria aberto na cidade, mas o Álvaro nos disse que não ia ter nada especial, nem mesmo um jantar, então nos recomendou ir até um outro hostel nas proximidades do nosso, onde um brasileiro estava prestes a fazer um churrasco.

O grupo que vocês conheceram - ao menos pelos nomes - no post sobre Zipaquirá nos acompanhou e fizemos a festa lá mesmo. Gostei do lugar de cara por causa desse letreiro maravilhoso na entrada. Acabou que tinha pouca gente lá e nós nos aproximamos de todo mundo para conversar, jogar - ou tentar jogar - billiard e dançar um pouquinho.

Ao contrário do hostel em que nós ficamos, esse aqui não parecia ser nada calmo, o que pode ser legal para dar uma passadinha como nós demos, mas para dormir não deve ser tão bom, né? Imagina tentar ao som de alguns funks brasileiros, que trataram de colocar. Mesmo assim, eles foram muito legais e a noite foi muito animada. Agarrei amor numa senhora que estava hospedada lá com seu marido. Naquela noite, ela foi uma de nós, não importa quantos anos tivesse.

meu natal de dois mil e dezesseis ✨

Esse foi meu primeiro natal fora de casa e acabei não vivenciando o típico natal da família colombiana, mesmo que eu tenha tido algumas prévias em Medellín, mas a verdade é que não me senti triste, nostálgica, nem nada do tipo. Estava feliz e descobri, pela primeira vez na prática, que lar é onde nosso coração está. Tive a sorte de encontrar pessoas que me proporcionaram uma sensação boa de compreensão e companheirismo e eu não poderia desejar nada melhor do que isso.

Algumas pessoas desse hostel terminaram a noite em baladas ou em algo parecido, mas nosso grupinho da republica voltou para lá madrugada adentro e jogou conversa fora pelo resto da noite, comendo uns snacks que encontramos na recepção. Eu entendi ali que a gente não precisa de muito para ser feliz. Nem de tradições, as quais eu era tão apegada.


♡


Republica Hostel Bogota
Cra. 12 #68-28, Bogotá, Colômbia

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16 de janeiro de 2018

Conhecendo Zipaquirá e a catedral de sal

Zipaquirá • COL

Depois de um dia maravilhoso na candelaria, resolvemos conhecer a tão famosa catedral de sal situada na cidade de Zipaquirá, a menos de duas horas de Bogotá. Considerada a primeira maravilha turística da Colômbia, ela tem o incrível diferencial de ter sido construída sob uma mina de sal, onde mineiros da década de 50 sentiram a necessidade de consagrar sua fé em meio ao desgaste diário.

Pela distância e pelo preço nada amigável, pensamos direitinho se valia a pena ir até lá, mas todos que tínhamos conhecido no país até ali nos recomendaram a visita e a publicidade turística de lá era muito forte por onde quer que nós fôssemos. Nos rendemos. E levamos conosco três amigos que fizemos no hostel em que estávamos hospedados. Um britânico, uma argentina e um brasileiro. Jazz, Pam e Henrique. O mais legal é que eles estavam sozinhos e dispostos a fazer qualquer coisa possivelmente interessante.

Zipaquirá • COL

Enquanto eu e a Lê tentávamos entender como faríamos para chegar até lá, eles apareceram do nada perguntando para onde iríamos naquele dia e, de repente, estávamos todos juntos andando pelas ruas de Bogotá até a estação de ônibus mais próxima. E imaginem a confusão de idiomas, porque o Jazz só falava inglês e nem o Henrique nem a Lê entendiam nada, mas energia positiva e boa vontade é tudo o que é necessário às vezes.

Chegamos ao terminal norte, de onde saem os ônibus para cidades próximas, rapidinho. Se eu não me engano, gastamos cerca de 8.000 COP cada um - uma parte para pegar o transmilênio até lá e outra do terminal até Zipaquirá. O caminho foi super tranquilo e quando nos demos conta, já estavam nos mandando descer. Pedimos para o motorista nos avisar quando fosse o momento do nosso destino, já que ele teria várias outras paradas, então ele o fez. O chato foi só que descemos um pouco longe do centro da cidade e da catedral, mas resolvemos ir andando assim mesmo.

Toda a caminhada que nunca fiz em casa, acreditem, eu fiz nessa viagem. 

Zipaquirá • COL
essa ainda não é a catedral de sal, gente! hehehe

A parte boa foi que descobrimos que Zipaquirá é um charme à parte, independente da existência da catedral. Suas ruas são coloridas, como uma típica cidade do interior colombiano, e muito bonitinhas, com muitas plantas e construções antigas. Seguimos firmes até a catedral com esse consolo. Quando ficamos realmente cansados, perguntamos pelo caminho e nos disseram que só faltavam uns vinte minutos de caminhada, então continuamos assim mesmo.

Tenho certeza que a Pam e o Jazz ficaram nos achando meio loucos, mas acabou sendo divertido, ainda mais porque o Henrique estava numa busca incessável por algo quentinho - e barato - e nós entramos em várias lojinhas locais. O maluco saiu de casa com uma blusinha de manga curta, enquanto estávamos todos encasacados, já  prevendo as baixas temperaturas de Bogotá e seus arredores.

Zipaquirá • COL Zipaquirá • COL

Quando finalmente encontramos a entrada da catedral, percebemos um longo caminho pintado de branco no chão, rumo à degraus que pareciam não ter fim. Apenas nos imaginem nos olhando entre si com a maior cara de lamento do mundo, hahaha. Mas, mais uma vez, a trajetória deixou tudo mais leve.

Zipaquirá • COL Zipaquirá • COL

Chegando lá, resolvemos almoçar primeiro, porque a gente merecia, né? Depois de toda essa saga. Há uma espécie de praça de alimentação lá em cima com preços até razoáveis, mas eles só servem refeições completas, então se você estiver afim de conhecer a catedral, anota aí que esse não é um lugar com muita diversidade, ainda que quebre um galho.

De toda forma, nos reabastecemos para o passeio e seguimos rumo a ele.

Zipaquirá • COL Catedral de la sal, Zipaquirá • COL

O preço da entrada para estrangeiros é diferente do preço para cidadãos locais, o que eu acho até razoável para incentivar que os próprios moradores conheçam o que está pertinho deles, mas isso se torna abusivo, na minha opinião, quando o valor para estrangeiros é tão absurdamente maior.

Mesmo assim, já esperávamos desembolsar os pouco mais de 50.000 COP que nos pediram na bilheteria e mentalizamos que era véspera de natal. Só um dia chutando o balde não mataria ninguém, assim esperamos.

Catedral de la sal, Zipaquirá • COL

O tour guiado começa num túnel da mina onde já podemos ver vislumbres de sal por todas as partes. Depois ele vai ficando completamente escuro, se não fosse por algumas luzes de efeito em locais estratégicos, e esse acaba sendo o charme do passeio lá dentro.

Cada grupo que entra tem a opção de fazer o tour em inglês ou em espanhol, o que ajuda bastante quem não entenderia nadinha do idioma local, como o Jazz.

Catedral de la sal, Zipaquirá • COL

A história de como tudo começou é bem interessante e nós fomos parando em cada marco da mina, que é enorme, enquanto a guia foi explicando várias coisas relacionadas a fé católica, aos simbolismos e a construção em si.

O lugar é bem sinalizado, como deve ser, porque ele está cheio de altos e baixos, literalmente. De repente, a gente olhava para o lado e via um abismo. Mas achei tudo muito seguro e, depois do tour, a gente teve a liberdade de andar por todas as partes à vontade, voltar em cantinhos especiais para tirar fotos e aproveitar as lojinhas de artesanato local que ficam lá dentro mesmo.

Catedral de la sal, Zipaquirá • COL

Não nos demoramos depois, porque a verdade é que ficamos bem cansados e estava frio. Ficamos boa parte da tarde lá dentro e ainda inventamos de ver um filme de cerca de vinte minutos sobre a mina - o qual eu aconselho você a pular com toda certeza. Haviam duas opções, mas a sessão do principal ia demorar muito, então ficamos com a segunda mesmo, que acabou sendo totalmente dispensável.

No geral, quando paramos para analisar o passeio, cheguei a conclusão que valeu a pena conhecer a cidade e a catedral ao menos uma vez, mas a verdade é que elas não ganharam meu coração como outros lugares que eu conheci no país, então não sinto que voltaria lá num futuro próximo. O Henrique fez uma observação depois que me deixou pensando e eu acho que ele tem razão: se fôssemos mais religiosos, teríamos curtido melhor o passeio. Ainda assim, espero que tenha dado para perceber que não me arrependi de ter ido lá e que essa pequena viagem foi muito divertida.

Zipaquirá • COL Zipaquirá • COL

Terminamos a tarde voltando para o ponto onde pegaríamos o ônibus para Bogotá de trenzinho. Só descobrimos naquele instante, mas ele também fazia o trajeto inverso, até a catedral. Tarde demais para nós. Mas foi ótimo porque, mais cedo, conhecemos a cidade de uma forma mais íntima, e, depois, passamos tranquilos, olhando a cidade pela janela e descansando de todas as nossas aventuras.

Zipaquirá • COL

♡

Gente, estou tentando organizar meu flickr, então agora os álbuns estão separadinhos por cidades. O de Zipaquirá vocês podem conferir aqui. E todo esse passeio que eu comentei no post está no vídeo que eu fiz de Bogotá e suas proximidades. :)



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22 de dezembro de 2017

La Candelaria: o coração de Bogotá

Cerro de Monserrate, Bogotá • COL

Há exato um ano, eu e Lê chegávamos em Bogotá. Era noite, nós pegamos aviões diferentes - ainda que quase no mesmo horário - por causa do preço do primeiro, que aumentou consideravelmente de uma hora para outra, mas logo nos encontramos nos arredores do desembarque para o que seria nossa primeira aventura daquelas férias. Passaríamos os próximos cinco dias na capital da Colômbia, o que incluiria o natal.

Me lembro de estar com um cardigã fechado, além de vestir uma jaqueta por cima, e ainda assim sentir todos os meus ossinhos congelando por baixo de todas aquelas roupas. Queríamos pedir um uber, porque ele nos cobraria o equivalente a menos de vinte reais para nos levar até o hostel, então lá estávamos nós no frio da noite de Bogotá vagando pela parte externa do aeroporto, o que só piorava a nossa situação. Ainda mais porque todas as nossas tentativas foram falhas e nós insistimos por um bom tempo. Nenhum uber parecia conseguir chegar onde estávamos, até que desistimos e aceitamos uma das milhares propostas de táxis que nos ofereceram desde que chegamos.

Para a nossa surpresa, a viagem com um dos taxistas acabou nos custando quase a mesma coisa. Além disso, o caminho até o hostel foi tão rápido que mal nos aconchegamos no calor que estava o interior do carro e já chegamos. Nossa viagem foi programada tão de repente que descobrimos só ali que o aeroporto de Bogotá está situado bem no meio da cidade, o que torna o trajeto para onde quer que seja muito mais prático e seguro, especialmente para quem viaja tarde da noite, como a gente.

Centro cultural Gabriel García Márquez, Bogotá • COL

Quando chegamos na república hostel bogotá já era quase meia noite. Estávamos mortas de fome e de cansaço, atrás de uma manta quentinha. Tudo resolvido rapidamente pelo recepcionista.

Eu poderia me prolongar por todo esse post falando das nossas reações e surpresas ao conhecer o lugar mais bonitinho e atencioso que nós poderíamos ter escolhido para ficar na cidade, mas esse é um assunto que eu vou deixar para outro momento. Após uma boa noite de sono, nossa aventura foi toda pelo bairro la candelaria. O tipo de lugar que tem ruas chamadas rua dos amigos, rua dos ensinamentos, etc. ♡

La Candelaria, Bogotá • COL

Chegar lá já foi um desafio. Usamos pela primeira vez o transporte público de Bogotá e sentimos falta de imediato de Medellín, com toda sua organização, estações e palavras para representá-las. Em Bogotá é tudo muito diferente porque a cidade é bem maior e não possui metrô, apenas um sistema de ônibus integrado.

Além disso, eles usam letras e números combinados para representar algumas estações, o que me deu um nó na cabeça para entender o que fazer e até agora não acho que tenha entendido. O que nos salvou foram as indicações do pessoal do hostel em todos os momentos: desce no F11, G12, A14, faz baldeação, pega a direita, vai pra tal canto... e assim a gente se virou. Para a candelaria, depois de muitas letras e números, nosso destino final foi a estação las aguas. 

Não faço ideia de como conseguimos de fato, mas chegamos lá. Daí em diante, descobrimos que toda a graça do lugar é se deixar perder.

Plaza Bolívar, Bogotá • COL

Ela tem uma arquitetura antiga, mas muito bonita, museus, galerias, uma área de comércio, lojinhas, arte, restaurantes chiques, cafeterias populares, bibliotecas, praças, parques, universidades e tudo o que há de bom.

Não faltou uma pitadinha de nada para completar sua perfeição. Passamos o dia batendo perna e quando anoiteceu ainda quisemos parar o tempo para continuarmos explorando ainda mais. O mais legal é que não importa realmente em qual rua você resolva virar, ela com certeza guarda alguma coisinha especial para você conhecer.

Antes de começar nossas andanças, porém, resolvemos aproveitar que não estava tão nublado assim para subir o cerro de monserrate, que fica a uma pequena distância dos fundos da estação em que descemos.

Cerro de Monserrate, Bogotá • COL

Ok, ela não é tão pequena assim, mas dá para ir caminhando tranquilamente - com uma garrafa de água a tiracolo. Nos guiamos pelo GPS no início, mas logo avistamos uma montanha alta, além dos trilhos do trem que leva as pessoas até o topo dela, e seguimos em sua direção.

Chegando à base, é preciso pagar a passagem do furnicular, que custa 18.000 COP por pessoa, um valor que pode te fazer olhar pra cima e duvidar se vale mesmo a pena o investimento,  como eu e a Lê fizemos, mas descobrimos que vale.

Cerro de Monserrate, Bogotá • COL

Quando fomos, o tempo estava começando a fechar, o que fez com que a vista não tenha sido tão limpa quanto esperávamos, mas o clima da cidade é exatamente esse e eu gostei de ter presenciado lá de cima ela ir se transformando. Pegamos 7ºC quando subimos e esse meu sorriso aí era de nervoso, por não ter nada mais quentinho ao meu alcance.

Cerro de Monserrate, Bogotá • COL Cerro de Monserrate, Bogotá • COL

No topo do cerro existem ainda alguns pontos chaves, como uma igrejinha, um quiosque de informações turísticas que nos deu explicações super úteis do que fazer pela cidade e várias lojinhas de artesanato, onde comprei mais um item da minha coleção de ímãs viajantes.

A decoração estava bem exagerada por causa do natal, mas vocês já sabem como os colombianos se sentem nessa época do ano, não é mesmo? Nem fiquei surpresa!

Cerro de Monserrate, Bogotá • COL

E assim, de repente, começou a chover.

Basicamente um sinal para descermos dali e começarmos já a explorar o bairro, nem que fosse dividindo um guarda-chuva de 3.000 COP, morrendo de frio e batendo os dentes.

A medida que fomos descendo o cerro, a neblina foi ficando menos densa, o que nos deu um baita alívio, porque lá de cima ela estava começando a ficar realmente assustadora. Não por acaso, nossa primeira parada descendo de lá foi numa cafeteria chamada café del huila magola buendía.

Café del Huila, Bogotá • COL

Estávamos com muita vontade de tomar algo quentinho, ao mesmo tempo em que queríamos escolher bem onde ficar, porque já era mais de meio dia e precisávamos comer alguma coisa também. Então passamos por alguns lugares que nos pareceram muito caros, ainda que lindos, e fomos atraídos até esse café, que é todo sobre aconchego e buenas vibras.

Primeiro só vimos uma salinha, que conta com um ambiente todo dedicado ao chocolate, com diversos tipos disponíveis para compra e para consumo. Só por isso, já decidimos ficar e fazer um lanche que acabou se tornando nosso almoço, porque as porções eram bem generosas e estavam uma delicinha.

Café del Huila, Bogotá • COL
Felicidade tem preço e custa 8.000 COP ♡

Só depois que já estávamos prestes a ir embora, quando a Lê perguntou onde ficava o banheiro e a moça apontou para os fundos da loja, foi que percebemos a existência de um outro cantinho aconchegante e maravilhoso, dedicado somente ao café.

Café del Huila, Bogotá • COL


Escrito por: Unknown


 
20 de dezembro de 2017

Viva Colombia: a companhia aérea para voos nacionais baratos

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A viva colombia é o motivo de eu ter conseguido conhecer pelo menos quatro cidades importantes e inteiramente distintas na Colômbia para além de Medellín e seus arredores, onde eu já estava. Isso porque a companhia low cost disponibiliza a venda de trechos muito baratos para o território nacional, de modo que eu consegui fazer quatro deles pelo o que seria equivalente a apenas uma passagem de ida e volta dentro do Brasil - ou talvez nem isso, dependendo de para onde eu fosse e da minha origem.

Eu fui de Medellín para Bogotá e de Bogotá para Santa Marta. De lá, peguei um ônibus para Cartagena de Índias, porque era um percurso relativamente próximo para fazer de avião. Só depois, fui de Cartagena para San Andrés, uma ilha no mar do Caribe que pertence a Colômbia, e voltei para Medellín. Tudo com a viva colombia.

Bastante coisa, não foi? Isso sem contar com as cidades próximas a cada uma delas que tive a chance de conhecer, como Zipaquirá. Por isso, vocês devem imaginar que essa viagem me custou os olhos da cara. Mas a verdade é que não gastei nem mil reais para fazer todos esses trechos. Eu gastei precisamente 973.000 COP.

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+ Moeda colombiana, custo de vida e casas de câmbio em Medellín

E gastaria muito menos se tivesse me organizado com antecedência, mas como não sabia das amizades que ia fazer nem do tempo que eu teria livre por causa do trabalho com a AIESEC, acabei montando todo meu itinerário uma semana antes de partir, pegando uma alta de preços referentes ao natal e ao novo, festas as quais eu passei de uma cidade a outra nesse programa de duas semanas que fiz com a Letícia, uma brasileira que conheci por causa do projeto da AIESEC e tinha uma energia muito parecida com a minha. ♡ Sem falar de outras pessoas que foram cruzando nosso caminho, seja por acaso ou não.

A compra  das passagens pode ser realizada facilmente com um cartão de crédito internacional, só garantam que ele esteja desbloqueado para esse tipo de compra. Para vocês terem uma ideia dos preços, sugiro que visitem o site da viva colombia e façam simulações de acordo com o interesse de vocês. Lá vocês vão encontrar tarifas que podem ir de 50.000 COP até 300.000 COP, além das bandeiras de cartões que eles aceitam.

Falo esses valores porque foi a média que eu visualizei na época em que estava me organizando e foi dentro desse parâmetro que eu comprei meus trechos, mas, procurando direitinho, vocês podem encontrar preços ainda melhores. O mais barato que consegui foi um de 70.000 COP - menos de cem reais! - de Medellín para Bogotá. Já o mais caro passou dos 300.000 COP um pouquinho, porque fui para a tal ilha que comentei justo no dia primeiro de janeiro. Não dava para abusar da sorte também, não é?

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Esse preço camarada, porém, encontra algumas limitações que fazem com que a companhia não seja perfeita, ainda que quebre um galho maravilhoso. Esses valores que eu comentei, por exemplo, só suportam uma bagagem de mão de 6 kg por pessoa. Caso você queira despachar uma bagagem ou levar mais alguma coisa no avião, você precisa pagar taxas de acordo com a sua necessidade. Além disso, a escolha de assentos também custa um valor específico e, na hora da compra, você precisa ficar esperto para desabilitar tudo o que for fazer aumentar o valor da sua passagem.

Eu e a Lê encaramos essa aventura com apenas uma mochilinha cada uma, dividindo itens de higiene e até roupas a medida que fomos viajando pelos lugares, o que facilitou muito a nossa vida. Não só por uma questão de valores em cada passagem, mas também por causa do peso. Precisávamos conseguir nos locomover sem morrer de exaustão. Também não nos importávamos de viajar separadas na maioria dos trechos. De fato, nós até pegamos alguns voos sozinhas para depois esperar a outra chegar e nos juntarmos novamente. Tudo em prol da economia.

O check-in nós fizemos sempre em casa - leia-se: Medellín - ou no hostel em que estávamos em cada ocasião, porque não queríamos correr o risco de enfrentar uma fila enorme antes de pegar o voo, ainda mais sem despachar bagagem nenhuma e pagando uma taxa para isso. (Sim, tem taxa para tudo.) Só mostrávamos o código impresso na nossa folhinha de check-in e entrávamos na sala de embarque. Os assentos não eram dos mais espaçosos, verdade seja dita, mas os trechos dentro do país são curtinhos. Dá para viajar tranquilo e chegar muito bem, obrigada.

Por isso, recomendo ficar de olho nessa companhia caso você tenha interesse de ir para a Colômbia e torço desesperadamente para que o Brasil tenha uma low cost como essa por aqui algum dia! Uma viva brasil, já pensaram? Seria meu sonho.


♡


Para conferir o vídeo de cada cidade que eu comentei nesse post é só dar uma passadinha no nosso canal, porque todos já estão disponíveis. Agora vou dar uma pausa de Medellín para começar a falar delas por aqui também. :)



Escrito por: Unknown
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