Mostrando postagens com marcador Arqueiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arqueiro. Mostrar todas as postagens
1 de dezembro de 2016
Os Segredos de Colin Bridgerton
No quarto volume da série Os Bridgertons, Colin e Penelope Featherington se reencontram após ele ter passado um tempo viajando. Conhecidos desde quando eram muito novos, nunca houve qualquer indício de que a amizade poderia se tornar algo mais e Penelope já tinha se acostumado a essa ideia, especialmente depois da situação delicada pela qual passou anos antes, retratada em Um Perfeito Cavalheiro.
Porém, nesse retorno de Colin, eles se aproximam e convivem mais do que jamais havia acontecido antes. E é durante esse súbito convívio que ele começa a enxergar que Penelope não se transformou em uma solteirona (preciso pontuar o quanto detesto esse termo) por falta de graça ou atributos, mas sim devido a anos sendo reprimida pela sociedade. Ele percebe que ela tem muito mais a oferecer.


Eu estava tremendamente ansiosa para ler o livro referente ao meu Bridgerton favorito: Colin. Gosto muito do seu jeito divertido e ousado, sendo muitas vezes o responsável pelos momentos mais engraçados dos volumes anteriores (e posteriores também). Porém, o que eu não considerei foi que poderia encontrar e conhecer um outro lado dele. E foi justamente o que aconteceu.

Por focar em sua história, nós conhecemos mais sobre os seus anseios, sobre como se sente em sua posição na família. Todos os seus medos são expostos e vemos uma dose de melancolia nunca antes observada nele - o que não é necessariamente ruim, mas me pegou de surpresa por estar tão acostumada àquele Colin sempre tão de bem com a vida.
É claro que esse fato não se prolonga por todo o livro - temos muitos momentos do Colin de sempre e esses valem por todo o resto. Penelope também pode nos surpreender bastante nesse livro - longe de ser aquela garota apagada e oprimida pela mãe, ela conseguiu ganhar minha simpatia. Os demais Bridgertons continuam presentes, uns com mais destaque que outros. Daphne e Eloise são exemplos - aliás, nos aproximamos consideravelmente da segunda.

Nesse volume, outra situação também ganha destaque: a descoberta da identidade de Lady Whistledown. Finalmente podemos saber quem está por trás das polêmicas colunas que sempre foram um dos pontos altos dos primeiros livros.
O único fator que realmente me incomodou, porém, foi a revisão. Erros bobos que seriam facilmente corrigidos com um pouco mais de atenção acabaram por me chatear bastante num determinado momento, tamanha sua frequência. Tentei relevar para não estragar a leitura, mas espero que tenham verificado e corrigido nas tiragens seguintes.

Apesar de trazer mais uma história de romance histórico fantástica, Os Segredos de Colin Bridgerton não se tornou o meu favorito da série, como eu esperava, mas com certeza mantém a alta qualidade. Fora isso, só tenho a dizer que: quem curte esse gênero de jeito nenhum pode deixar de ler Os Bridgertons. ♡

- Série: Os Bridgertons #4
- Autora: Julia Quinn
- Editora: Arqueiro
- Nota: 3,5/5 | skoob
- Onde comprar: saraiva fnac cultura amazon
Escrito por: Jennifer Macieira
14 de fevereiro de 2016
Mar da Tranquilidade

Esse livro é lindo de uma forma que é difícil explicar. Sempre tive muita vontade de ler por causa do título e pela capa que é nada menos do que maravilhosa (e faz total sentido no contexto), mas o conteúdo dele é tão bonito quanto. Todo o conjunto faz com que seja uma história muito especial.
Nastya Kashnikov é uma garota de 17 anos que perdeu a vida alguns anos atrás. Ela ainda respira e pode levar seus dias de uma forma normal, mas jamais será a mesma desde que sua identidade lhe foi cruelmente roubada. Disposta a deixar tudo para trás, inclusive sua família e seu passado, ela muda de cidade e não quer aproximação com nada nem ninguém.
Seus planos são frustrados ao conhecer Josh Bennett, alguém que parece tão distante e com um passado tão trágico quanto ela. A atração entre eles toma forma antes que qualquer um possa fazer algo a respeito, e Josh vê Nastya se introduzir aos poucos em sua vida, de uma maneira que nunca ninguém antes teve coragem de fazer.

O primeiro dos vários pontos positivos desse livro são os protagonistas. A narração é intercalada entre capítulos na perspectiva do Josh e outros na da Nastya, e isso enriquece muito a experiência de quem lê porque não só permite entender melhor cada um, como também dá uma visão mais ampla de todo o enredo.
"Minha mãe explicou que isso às vezes acontece quando você fica mais velho, você chega na metade da vida e percebe que não fez nada daquilo que queria ter feito nem se tornou quem esperava ser, e isso é desalentador. Será que ela imagina como é desalentador chegar a esse ponto da vida aos 18 anos?"
"Minha mãe explicou que isso às vezes acontece quando você fica mais velho, você chega na metade da vida e percebe que não fez nada daquilo que queria ter feito nem se tornou quem esperava ser, e isso é desalentador. Será que ela imagina como é desalentador chegar a esse ponto da vida aos 18 anos?"

A Nastya é uma garota super problemática, mas é perceptível desde o início que ela tem motivos sérios para isso. Enquanto o passado do Josh vai sendo logo revelado aos poucos, temos sempre uma névoa ao redor do dela. É claro que dá para ter uma noção, mas ainda assim nossa mente fica ansiando por maiores explicações e respostas. E mesmo com tudo isso, eles dois conquistam muito facilmente. A Nastya é extremamente sarcástica e estar na mente dela garante momentos no mínimo divertidos.
Todos os personagens são muito bem construídos, incluindo os secundários. Drew, o melhor amigo do Josh, merece uma atenção especial. Achei que ele foi um que evoluiu bastante ao longo da história.

O romance desse livro ocorre na medida certa: não é sem graça mas também não tem nada muito extremo. E o melhor de tudo é que ele está longe de ser o foco principal. O crescimento pessoal e a superação dos medos de cada um dos protagonistas é um aspecto merecidamente mais explorado. Eu não sei o que mais posso falar para recomendar esse livro para vocês, acho que realmente faltam palavras para explicar o quanto eu gostei e fui envolvida por essa história.
Se você gosta de ler histórias poéticas, que falem sobre o poder do destino e o milagre das segundas chances, por favor: leia Mar da Tranquilidade. ♥
"(...) aquele silêncio toma conta, aquele que todos pensam que precisam preencher mas não conseguem porque estão ocupados demais tentando pensar no que dizer. Então, enquanto ficam parados, pensando, o silêncio se alonga até não existirem mais palavras que não tornem tudo mais desconfortável ainda. Todas as coisas razoáveis que poderiam ter sido ditas se dissolveram no silêncio enquanto as pessoas estavam ocupadas demais pensando no que dizer."
- editora arqueiro
- 368 páginas | skoob
- onde comprar: amazon | amazon (ebook) saraiva submarino americanas fnac cultura
P.S. Espero que as fotos tenham ficado legais, porque foi muito difícil concentrar em tirá-las e não em tomar esse sorvete!
Escrito por: Jennifer Macieira
9 de abril de 2015
Resenha: Desejo à Meia-Noite - Lisa Kleypas
Amelia Hathaway tem, aos 26 anos, um único objetivo de vida: tomar conta dos seus irmãos e garantir que tudo fique bem para eles. Depois de sofrer uma decepção, não possui mais pretensões de casar a essa altura e considera-se responsável pela família depois da morte dos pais.
Isso tudo porque seu irmão Leo,
quem deveria cumprir o papel de chefe de família, passa mais tempo alcoolizado
do que sóbrio e vive desperdiçando dinheiro com jogos e mulheres. É em uma das
suas noites de sumiço que Amelia decide sair a sua procura junto com Merripen,
um cigano que foi criado praticamente junto dos irmãos Hathaways e que
tornou-se uma espécie de braço direito da família.
Durante sua busca, ela se depara com o também cigano Cam Rohan, e ambos sentem uma atração inegável. É provável que jamais voltem a se encontrar, dada a diferença de suas vidas. Ele é rico, porém jamais se acostumou com a vida em sociedade. Ela guarda esperanças de uma melhora na situação da família ao mudar-se para uma propriedade recém-herdada. Mas ao começar essa nova vida, os problemas não demoram a surgir, e a agora constante presença de Rohan oferecendo ajuda é só mais um deles.

Amelia tem uma personalidade muito forte, o que a distancia do estereótipo das mulheres daquela época. Sua teimosia exagerada algumas vezes me levou a revirar os olhos, mas todas as suas ações são sempre pensando no que é melhor para os irmãos e isso é admirável. Suas irmãs Win, Poppy e Beatrix são personagens muito agradáveis, e até mesmo Merripen consegue cativar o leitor com seu jeito introvertido.
Porém, se tem alguém capaz de
despertar ódio, esse alguém é Leo. O personagem é extremamente detestável em
boa parte do livro, apenas um acontecimento no final nos leva a nutrir
esperanças de alguma melhora no futuro. Contrastando com ele está Cam Rohan,
que é aquele personagem que todas adoram e está sempre presente nos romances
históricos. O fato dele ser um cigano e ter costumes distintos da maioria dos
mocinhos desse gênero é um diferencial a mais da obra.

A narrativa de Desejo à Meia-Noite,
se comparada com a de outros romances históricos que eu já li, pode ser um pouco
arrastada em algumas partes. Porém, não significa que a história não está boa,
de forma alguma. É uma característica própria do livro, e que não prejudicou
minha opinião final. Com certeza é recomendado para quem curte o gênero!

P.S. A série conta com mais quatro exemplares, um para cada irmão, e todos já foram lançados aqui pela editora Arqueiro.

- Série: Os Hathaways #1
- Editora: Arqueiro
- 272 páginas
- Skoob
- Onde comprar: Amazon Submarino Saraiva Americanas
Acompanhe o blog também pelo twitter | facebook | instagram | flickr <3
Escrito por: Jennifer Macieira
8 de janeiro de 2013
Julieta
Julie Jacobs vivia nos Estados Unidos sem ter consciência dos seus antepassados, mas depois da morte de sua tia Rose e o suposto testamento deixado por ela, Julie começa sua jornada por Siena, sua cidade natal, onde procura pelo "tesouro" deixado por seus pais.
Paralela a essa história, está a do casal Romeu e Julieta. Ela era contada à medida que Julie ia lendo os documentos deixados por sua mãe e ia descobrindo coisas novas sobre sua identidade com os amigos que fazia pela cidade. Essa é uma versão diferente da que Shakespeare escreveu e se passa em Siena no ano de 1340. Romeu era apaixonante com todos os seus versos e, sinceramente, foi depois de sua chegada que tudo ficou mais interessante.
Enquanto a nossa Giulietta atual (Julie) não saia muito do lugar, eu me contentava com os capítulos de 1340. Esses eram escritos de forma tão poética que achei meio impossível não gostar daquele casal. Até pouco antes das cem primeiras páginas, eu estava um tanto quanto decepcionada, o livro não estava me prendendo e Julie se subestimava muito, sempre botando a irmã a sua frente em todos os sentidos, mas depois ele dá uma guinada.
Os capítulos se revezavam entre as duas épocas e ambas tinham seus pontos altos e baixos. Cada capítulo era razoavelmente grande e quando finalmente me empolgava, um outro vinha, fazendo-me esperar mais um longo capítulo para retomar a outra história, o que me incomodou um pouco, mas no final, após a tragédia do antigo casal "Romeu e Julieta", os capítulos passam a ser seguidos apenas com a história atual, o que eu preferi, apesar de sentir falta da narrativa da época.
Julie tentava descobrir os mistérios que rodeavam o passado de sua família ao mesmo tempo que tentava desvendar os das pessoas que a rodeavam no presente, mas nem todos os personagens eram tão inocentes ou malvados quanto pareciam. Janice, por exemplo, a irmã de Julie, se mostrou uma personagem muito importante quando reencontra a irmã. Apesar de um errinho aqui e ali, é ela que anima as investigações.
O Romeu de Julie e o relacionamento em si pode até demorar para aparecer, mas acredite, vale a pena. Se eu não aguentava mais aqueles romances de amor à primeira vista, esse foi do tipo que me envolveu aos poucos.
O mais legal é que quando terminei de ler o livro, descobri na nota da autora que ela não havia se baseado apenas em Shakespeare e inventado todo o resto. Todos sabemos que é pura ficção, mas Julieta foi baseado em fatos históricos. Saber que cada lugarzinho realmente existe e foram visitados pela autora, que as famílias rivais Tolomei e Salimbeni também não foram inventadas, me deixa, no mínimo, admirada, com todo o trabalho de Annie Fortier. Isso só reitera que vale a pena conferir Julieta.
Paralela a essa história, está a do casal Romeu e Julieta. Ela era contada à medida que Julie ia lendo os documentos deixados por sua mãe e ia descobrindo coisas novas sobre sua identidade com os amigos que fazia pela cidade. Essa é uma versão diferente da que Shakespeare escreveu e se passa em Siena no ano de 1340. Romeu era apaixonante com todos os seus versos e, sinceramente, foi depois de sua chegada que tudo ficou mais interessante.
Enquanto a nossa Giulietta atual (Julie) não saia muito do lugar, eu me contentava com os capítulos de 1340. Esses eram escritos de forma tão poética que achei meio impossível não gostar daquele casal. Até pouco antes das cem primeiras páginas, eu estava um tanto quanto decepcionada, o livro não estava me prendendo e Julie se subestimava muito, sempre botando a irmã a sua frente em todos os sentidos, mas depois ele dá uma guinada.
Os capítulos se revezavam entre as duas épocas e ambas tinham seus pontos altos e baixos. Cada capítulo era razoavelmente grande e quando finalmente me empolgava, um outro vinha, fazendo-me esperar mais um longo capítulo para retomar a outra história, o que me incomodou um pouco, mas no final, após a tragédia do antigo casal "Romeu e Julieta", os capítulos passam a ser seguidos apenas com a história atual, o que eu preferi, apesar de sentir falta da narrativa da época.
Julie tentava descobrir os mistérios que rodeavam o passado de sua família ao mesmo tempo que tentava desvendar os das pessoas que a rodeavam no presente, mas nem todos os personagens eram tão inocentes ou malvados quanto pareciam. Janice, por exemplo, a irmã de Julie, se mostrou uma personagem muito importante quando reencontra a irmã. Apesar de um errinho aqui e ali, é ela que anima as investigações.
O Romeu de Julie e o relacionamento em si pode até demorar para aparecer, mas acredite, vale a pena. Se eu não aguentava mais aqueles romances de amor à primeira vista, esse foi do tipo que me envolveu aos poucos.
O mais legal é que quando terminei de ler o livro, descobri na nota da autora que ela não havia se baseado apenas em Shakespeare e inventado todo o resto. Todos sabemos que é pura ficção, mas Julieta foi baseado em fatos históricos. Saber que cada lugarzinho realmente existe e foram visitados pela autora, que as famílias rivais Tolomei e Salimbeni também não foram inventadas, me deixa, no mínimo, admirada, com todo o trabalho de Annie Fortier. Isso só reitera que vale a pena conferir Julieta.
- Autora: Anne Fortier
- Editora: Arqueiro
- Páginas: 448
- Onde comprar: Amazon Saraiva Submarino Americanas Fnac
Escrito por: Unknown
Assinar:
Postagens (Atom)










